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Ebook marca dez anos de grupo de pesquisa da USP e lança reflexões sobre crítica e mediações das narrativas midiáticas

Pesquisadores abordam amplo espectro temático relacionado a objetos midiáticos em conteúdo gratuito e com recursos em áudio.

Ebook marca dez anos de grupo de pesquisa da USP e lança reflexões sobre crítica e mediações das narrativas midiáticas 1

Uma coletânea de 16 artigos assinados por pesquisadores e pesquisadoras ligados ao Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas (Midiato), da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), reúne reflexões sobre temáticas contemporâneas associadas ao universo midiático – da produção às mediações. O material está disponível gratuitamente no ebook NARRATIVAS MIDIÁTICAS: crítica das representações e mediações, que traz também recursos em áudio no formato podcast. A edição foi lançada pelo selo Kriticos e pode ser baixada gratuitamente aqui.

De acordo com Rosana de Lima Soares, professora livre-docente na USP, organizadora do livro e líder do grupo, “a publicação tem especial importância entre aquelas lançadas pelo selo editorial Kritikos, criado pelo grupo, por apresentar não apenas textos reunidos em torno de uma temática, mas também a própria trajetória das investigações do MidiAto ao longo desses anos”.

A professora ainda comenta que, por se tratar de um livro digital, o projeto visual apresentado tem tanta relevância quanto os conteúdos. “Isso pode ser visto nas formas e imagens que integram a obra e que, somadas aos links para áudios referentes a cada capítulo atestam o compromisso do MidiAto com a inovação”, pontua. 

A obra surgiu a partir de um evento realizado na ECA/USP em abril de 2019 e da celebração de dez anos do Midiato. O Simpósio Linguagem e Práticas Midiáticas reuniu pesquisadores que apresentaram seus estudos, enfatizando a importância de se pensar na crítica de mídia para a compreensão de questões contemporâneas que cercam objetos da comunicação. 

O livro está organizado em dois eixos: representações e mediações, palavras-chave para quem investiga a comunicação. Na obra, os autores trazem como arcabouço desde as teorias da comunicação e dos estudos da mídia, passando também pelas teorias da linguagem, narrativa e discurso e mobilizando ainda questões das ciências sociais, antropologia e psicanálise. O audiovisual, as teorias da imagem e o cinema são outros dos enfoques. “Cada um dos artigos aborda de algum modo um dos eixos, seja voltando-se às políticas da representação e aos regimes de visibilidade presentes nos discursos midiáticos, seja colocando em relevo as múltiplas mediações articuladas em suas narrativas”, explica Rosana.

As autoras destacam ainda a variedade dos objetos empíricos estudados na obra, em suas variadas manifestações transmidiáticas. Há espaço para reflexões sobre produtos do cinema, da televisão e objetos audiovisuais que circulam em plataformas de streaming e Youtube. Além disso, o grupo também transita, no livro, pela investigação de objetos do jornalismo e do entretenimento.

O livro é prefaciado pela professora Beth Saad, que reconhece no Midiato um papel de disseminação de saberes sobre os diferentes aspectos da linguagem praticados no cotidiano. A obra foi lançada pelo selo Kritikos, também criado pelo grupo para “produzir e difundir produções editoriais únicas que reúnem qualidade de conteúdo e inovação formal”

O Midiato

O Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas é liderado pelas professoras doutoras Mayra Rodrigues Gomes e Rosana de Lima Soares, sediado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Desde 2006, reúne pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de egressos da pós-graduação, na investigação de objetos da comunicação. Em 2009, o Midiato recebeu seu nome definitivo.

As pesquisas desenvolvidas pelos integrantes do grupo são voltadas aos estudos de linguagem, discurso e narrativa aplicados às produções das mídias em geral e, em particular, àquelas voltadas ao jornalismo e às produções audiovisuais em seus diferentes gêneros e formatos.  

O grupo também organiza eventos acadêmicos e articula práticas de divulgação científica nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram. Durante a pandemia de covid-19, as ações foram totalmente formatadas para a forma remota, com um calendário intenso de atividades. “A divulgação científica em ciências humanas, por meio de produções criativas e relevantes, segue sendo um dos objetivos do grupo, que na variedade de integrantes – pertencentes a diversas instituições,formações e regiões do país – reafirmam seu compromisso com a educação, a pesquisa e a consolidação da universidade em sua vocação social, política e cultural”, resume Rosana.

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Eder Oelinton

Jornalista, amante de tecnologia e curioso por natureza. Busco informações todos os dias para publicar para os leitores evoluírem cada dia mais. Além de muitas postagens sobre varias editorias!

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